É natal
Meu presente...
Nada posso comer...
Meu estômago me consome,
Aliás, ele me come devagarinho,
Como se me cortasse aos poucos
e gostasse do que vê...
Minha testa franzida de dor...
Minha mente, que poderia escrever
Coisas diferentes, se ressente
desta coisa que está dentro de mim...
Pode ser gastrite, estomatite,
Resíduos de amigdalite,
Uns pensam que é "frescurite"...
Poderia rir, mas a dor é penetrante,
Já tomei leite, mesmo sabendo que é tapeação,
ninguém consegue enganar esta sensação...
Lembro da morte, que sorte?
Será que vou agora antes do ano novo?
Será que tenho que me despedir deste povo?
Sobretudo agora que descobri que o povo
Não tá mesmo nem aí para o que eu penso?
Que se lixe o povo maquiavelista, egoísta,
sensacionalista, tribalista...
Quero mesmo é um tempinho apenas para dizer que amo,
Amo pessoas, não mais que umas vinte...
Mas que adianta, se nessas horas me sinto só?
Neste momento lembro da minha avó...
Ah, ela se foi cega e triste, nem me viu na adolescência!
E para que eu não crescesse à esmo,
Meu avô me presenteava com torresmos.
Mas falando desta dor...
Deitado no sofá da sala
Assisto o filme "Anjos de Vidro"
Onde um dos personagens
morre com dor de estômago...Parece um consolo
Ou uma antevisão
Me dá calafrios, agita o coração...
Me vejo naquela cama, enrijecido,
Olhos no teto, mãos no peito,
pés apontando pro alto,
E eu alí, sentado e me olhando...
Que foi que fiz para merecer isto?
Busco na memória os filhos,
São tantos...são seis, ou sete?
Busco mulheres....São algumas...
uma, duas, três...Nada!
Nenhum filho, nenhuma esposa...
É Natal...apenas o consolo destas teclas...
que ressoam em meu ouvido...
Um telefonema....filhos...
De longe um desejo de boa sorte
De perto, a dor no estômago
Anuncia minha morte...
Tanta gente e...sozinho...
No peito um coração pronto para amar,
No coração, tanto pecado para pagar...
Mas se mereço esta solidão,
Paciência, aceito a decisão...
Neste natal, abracei outros corpos,
de pai, mãe e irmãos...
Não morri ainda, mas entendo...
Deus quer algo de mim,
Deve ainda dar tempo de viver um outro Natal
e aí poder dizer a quem saiu de mim
Que estou bem, mesmo mal.
Pelo menos tenho uma companheira inseparável,
Um dor de estômago mais que miserável.
Nada posso comer...
Meu estômago me consome,
Aliás, ele me come devagarinho,
Como se me cortasse aos poucos
e gostasse do que vê...
Minha testa franzida de dor...
Minha mente, que poderia escrever
Coisas diferentes, se ressente
desta coisa que está dentro de mim...
Pode ser gastrite, estomatite,
Resíduos de amigdalite,
Uns pensam que é "frescurite"...
Poderia rir, mas a dor é penetrante,
Já tomei leite, mesmo sabendo que é tapeação,
ninguém consegue enganar esta sensação...
Lembro da morte, que sorte?
Será que vou agora antes do ano novo?
Será que tenho que me despedir deste povo?
Sobretudo agora que descobri que o povo
Não tá mesmo nem aí para o que eu penso?
Que se lixe o povo maquiavelista, egoísta,
sensacionalista, tribalista...
Quero mesmo é um tempinho apenas para dizer que amo,
Amo pessoas, não mais que umas vinte...
Mas que adianta, se nessas horas me sinto só?
Neste momento lembro da minha avó...
Ah, ela se foi cega e triste, nem me viu na adolescência!
E para que eu não crescesse à esmo,
Meu avô me presenteava com torresmos.
Mas falando desta dor...
Deitado no sofá da sala
Assisto o filme "Anjos de Vidro"
Onde um dos personagens
morre com dor de estômago...Parece um consolo
Ou uma antevisão
Me dá calafrios, agita o coração...
Me vejo naquela cama, enrijecido,
Olhos no teto, mãos no peito,
pés apontando pro alto,
E eu alí, sentado e me olhando...
Que foi que fiz para merecer isto?
Busco na memória os filhos,
São tantos...são seis, ou sete?
Busco mulheres....São algumas...
uma, duas, três...Nada!
Nenhum filho, nenhuma esposa...
É Natal...apenas o consolo destas teclas...
que ressoam em meu ouvido...
Um telefonema....filhos...
De longe um desejo de boa sorte
De perto, a dor no estômago
Anuncia minha morte...
Tanta gente e...sozinho...
No peito um coração pronto para amar,
No coração, tanto pecado para pagar...
Mas se mereço esta solidão,
Paciência, aceito a decisão...
Neste natal, abracei outros corpos,
de pai, mãe e irmãos...
Não morri ainda, mas entendo...
Deus quer algo de mim,
Deve ainda dar tempo de viver um outro Natal
e aí poder dizer a quem saiu de mim
Que estou bem, mesmo mal.
Pelo menos tenho uma companheira inseparável,
Um dor de estômago mais que miserável.

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