Wednesday, November 08, 2006

Lágrimas


Poesia Inédita de Jorge Quadros
imagens da chuva de: www.blogoteca.com

É tarde. O sol não arde.
Chove na cidade...
A água, aos borbotões,
banha minhas lágrimas
que caem pelas valetas...
E o meu sorriso,
Amarelado e injusto
Desaparece no susto
dos trovões...

Uma cruz esquecida
à margem da estrada
Interrompe minha caminhada...
Ali jaz, um ente demente
que se atirou na pista,
É mais um na lista.

É tarde desta tarde,
A noite se aproxima
E daqui de cima
do meu masoquismo
Tento me equilibrar
Entre a cruz e a espada...
Que nada!

Fico acabrunhado
Num fogo cruzado!
Chove lá fora
E minhas lágrimas
Se confundem...

Que bom que chove
E se a chuva demorar...
Ninguém me verá
Chorar!!!

E por que choro?
Sei lá!!!