Lágrimas
Poesia Inédita de Jorge Quadros imagens da chuva de: www.blogoteca.com É tarde. O sol não arde. Chove na cidade... A água, aos borbotões, banha minhas lágrimas que caem pelas valetas... E o meu sorriso, Amarelado e injusto Desaparece no susto dos trovões... Uma cruz esquecida à margem da estrada Interrompe minha caminhada... Ali jaz, um ente demente que se atirou na pista, É mais um na lista. É tarde desta tarde, A noite se aproxima E daqui de cima do meu masoquismo Tento me equilibrar Entre a cruz e a espada... Que nada! Fico acabrunhado Num fogo cruzado! Chove lá fora E minhas lágrimas Se confundem... Que bom que chove E se a chuva demorar... Ninguém me verá Chorar!!! E por que choro? Sei lá!!! |

