Tuesday, December 05, 2006

Delírios

Seu gosto ainda está na minha boca,
Sua pele ainda está nas minhas mãos
Seu corpo ainda na minha mente,
Seu amor ainda está em meu corpo...
E quando viajava pelas suas curvas
Delineando suas partes mais íntimas,
Minha língua torturava seus desejos
E não eram beijos, eram carícias...
Sua voz era música, enquanto falava
Sua boca era amor enquanto beijava
E sem saber o que dizia, ou se calava
Com sofreguidão, te amava...

E corríamos pela cama, que era pequena
Para tanto amor e tanto desejo,
Sentíamos a vibração dos nossos corpos
Enquanto perdiamos a respiração em beijos

Hoje, estranhamente só, de madrugada
Enquanto penso, enquanto calo...
Sinto deliciosamente tua boa,
Me dizendo lindas frases de amor...
E a poesia do nosso encontro
Deixa nossa vida, apaixonada!!

Mas são apenas delírios...

SOZINHO

J.Quadros

Só, construí minha vida,
Sai de casa muito cedo
E embora tivesse medo
Piquei mula pelo mundo...
Andei pela vida afora
Trabalhei feito condenado
E mesmo assalariado
Nunca fui um moribundo...
Juntei dinheiro e casei
Procurei enriquecer
Comi terra, fiz crescer
Os sonhos que sonhei...

Mas quando me disseram
Que era preciso amar...
Disse para mim mesmo
Isso é coisa de menino
Vivo no mundo sozinho
De nada eu precisei
O trabalho era meu sangue
O suor minha esteira
A enxada a cadeira
O dinheiro a minha vida...
Não, não preciso de ninguém...
Talvez, um dia, quem sabe,
Possa ainda precisar
E se isso acontecer
Mesmo antes de morrer
Quero aprender a amar...